Sou Cristiane Saraguci, Pedagoga com Habilitação em Adm. Escolar, pós-graduada em Psicopedagogia, pós-graduanda em Neuropsicopedagogia e Coach pela SBCoaching. O objetivo do Blog é compartilhar conteúdos sobre desenvolvimento humano, aprendizagem e educação, não apenas o aprendizado formal, mas aquele que adquirimos através das nossas vivências diárias. Seja bem vindo e boa leitura!
segunda-feira, 29 de julho de 2019
terça-feira, 23 de julho de 2019
O útero, a mãe e o bebê! Afetividade e socialização em desenvolvimento.
Muito ouvimos falar em vínculo materno, mas dimensionar o impacto que ele causa e representa no desenvolvimento de um indivíduo é bem difícil! Na Psicopedagogia - e na teoria essencial (ou de Matrizes Dimensionais) - denominamos "brincadeira essencial" aos modos de afetividade e de relação social. Existe socialização no útero? O bebê realmente sente ou percebe o que se passa com a mãe?
A resposta é SIM! A criança é "afetada" desde o início de sua vida para a construção de seus modos de afetividade, ou seja, no ventre materno a mãe irá transmitir seus estados de ânimo, movimentos e sentimentos. Dentro do útero, o bebê irá registrando "visceralmente" tais estados e começará a configurar de acordo com sua singularidade (ele é um ser único na sua espécie), seus "estados psíquicos". Muita responsabilidade, não é mesmo? Imagine que da mesma forma como é transmitida a cor dos olhos ou da pele, as sensações irão se inscrevendo, no incipiente psiquismo, dimensionalmente conforme a evolução dos órgãos sensoriais e segundo o material genético específico.
Quando eu cito o material genético para a estruturação da afetividade e da socialização, estou me referindo àquele material genético afetivo e vincular do qual a mãe é portadora, estruturado conforme suas modalidades, vivências e experiências próprias, que serão transmitidas por via intra-uterina ao bebê. Ali, no útero, serão criadas as bases da afetividade. Essa será sua primeira experiência e forma de socialização. Incrível!
Por isso é tão importante que a mãe tenha uma gestação tranquila, é interessante que a mãe procure atividades que lhe ajudem a manter um estado de ânimo positivo. Conversar com o bebê, colocar músicas para ele ouvir, tudo isso ajuda para o bom desenvolvimento da psique do bebê.
Infelizmente não se pode dimensionar como cada bebê será afetado, o resultado poderá aparecer no desdobramento do seu desenvolvimento, pois somos seres únicos e complexos, o que afeta de forma negativa um indivíduo pode não ter um impacto tão significativo em outro. Mas o importante é saber que o bebê está recebendo toda informação para o seu desenvolvimento dentro do útero e usar isso como instrumento para fazer as melhores escolhas possíveis, contribuindo assim com a natureza e com a saúde emocional do bebê.
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Cristiane Saraguci
Psicopedagoga e Coach
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segunda-feira, 17 de junho de 2019
Brincadeira é coisa séria para o desenvolvimento cerebral
A aprendizagem acontece desde o momento em que nascemos. Inicialmente chegamos ao mundo com nossos movimentos reflexos e instintivos. Observe o bebê recém-nascido, como ele sabe que deve sugar para se alimentar? As crianças, desde a maternidade, têm a capacidade de interagir e aprender. Já nascemos com uma ferramenta importante no processo de aprendizagem: a imitação! Sabe aquele momento em que você passa perto do berço e mostra a língua para o bebê e ele responde de volta mostrando a língua também? Pois é, tudo isso faz parte do desenvolvimento e da aprendizagem. Podemos dizer que nascemos com um "aparato biológico de imitação". A aprendizagem ocorre por meio da inter-relação entre o biológico e o meio.
Segundo Gazzaniga, Heatherton e Halpern (2018) a imitação configura a primeira interação social dos seres humanos, mas que envolve uma capacidade intelectual peculiar, uma vez que imitamos outro ser humano e não objetos. Ou seja, qualquer brincadeira aplicada por qualquer pessoa a crianças pode ser reproduzida, iniciando de forma mais simples em relação a gestos e movimentos. e passando, com o tempo, a uma complexidade maior.
Agora você entende porque o "exemplo" é mais importante para a criança do que a nossa fala? A imitação é um mecanismo natural da criança. Sendo assim, o estímulo do brincar também é extremamente importante para a formação do processo de aprendizagem. O brincar está ligado intimamente aos seres humanos e ele varia de acordo com a faixa etária, pois vai aumentando sua complexidade conforme o avanço de maturação do ser.
Existe também uma diferença entre brincadeiras, jogos, brinquedos e atividades lúdicas. Os jogos, por exemplo, possuem mediação de regras, ou seja, é uma brincadeira que exige mais do exercício cognitivo como atenção, concentração, tomada de decisão e respeito a regras. O brinquedo, por sua vez, é um objeto utilizado para o processo do brincar, por isso é importante escolher bem os brinquedos que serão disponibilizados, pensando no objetivo que se deseja atingir com ele, pois para o desenvolvimento motor existe uma diversidade de brinquedos que podem auxiliar nesta construção. Já as atividades lúdicas englobam todas as mencionadas anteriormente.
Infelizmente as brincadeira tradicionais de amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, estão cada vez mais raras. Bicicleta, bola, patins, bonecas, carrinhos, estão deixando cada dia mais de serem os brinquedos favoritos das crianças, uma vez que na sociedade atual a tecnologia virou referência de lazer, trabalho e conhecimento. O problema é que esse fenômeno influencia diretamente, de forma negativa, o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social da criança, já que o sedentarismo e o isolamento andam juntos com a tecnologia.
É comum vermos uma criança que nem foi alfabetizada andando por aí com um aparelho eletrônico nas mãos, e o pior, sem um objetivo específico, muitas vezes apenas para ocupá-la e mantê-la "quieta". A consequência? Maior probabilidade de ter dificuldades no processo de aprendizagem, que acaba sendo comprometido pelo motivos citados acima. A linguagem, tanto escrita como oral, se desenvolve a partir da primeira infância. É nesta fase que a criança receberá as ferramentas necessárias para conseguir segurar um lápis corretamente e iniciar seu processo de alfabetização, além de aprender a conviver em sociedade, se relacionar e desenvolver suas habilidades emocionais. A criança precisa se movimentar para aperfeiçoar seus movimentos, sua coordenação motora grossa e fina serão desenvolvidas a partir das brincadeiras, gestos e movimentos trabalhados na primeira infância. E a socialização também faz parte deste processo de conhecimento do eu, do outro e do mundo, para um desenvolvimento psicológico saudável.
A intenção do artigo não é criticar indiscriminadamente a tecnologia, mas trazer uma reflexão sobre a a importância do brincar para o desenvolvimento saudável da criança. A tecnologia pode e deve sim ser utilizada pelas crianças, mas não de forma irresponsável. A substituição das brincadeiras que exigem movimentos físicos por jogos eletrônicos, vídeo-games, computadores, tablets, celulares, podem comprometer seriamente a saúde física e emocional da criança, uma vez que podem provocar isolamento e sedentarismo, para comprovar basta analisar os índices de obesidade e transtornos psicológicos infantis, eles vêm aumentando nos últimos anos como consequência deste fenômeno tecnológico. O Ministério da Saúde estima que 33% das crianças brasileiras, entre 5 e 9 anos, hoje já estejam acima do peso. Já entre os jovens com idades entre 18 e 24 anos, o percentual de obesos aumentou em 110% nos últimos 10 anos país. Bem preocupante não é verdade?
Para Mattoso (2010, p. 31): Em pleno século XXI onde a tecnologia está cada dia mais avançada, as pessoas adquirem doenças e problemas psicológicos frequentemente. A tecnologia com os processos de automação leva as pessoas a assumirem uma vida sedentária, já que, a comodidade, rapidez e flexibilidade na aquisição de informação diminuem o esforço das pessoas em buscar fontes alternativas de lazer, trabalho e estudo.
Se as consequências para os adultos já são graves, imagine para as crianças. Elas acabam adquirindo muito cedo doenças psicológicas, acabam tendo dificuldade de se relacionar e conviver em harmonia com diferentes modos e costumes, que são adquiridos através da socialização, da relação com outras crianças e famílias, ou seja, em sociedade. As brincadeiras no parque e nas áreas externas contribuem para esse desenvolvimento, e lógico, a escola de educação infantil faz parte deste processo, porém os pais não podem achar que somente a escola fará esse papel, existe na família um papel fundamental de parceria para que essa criança se desenvolva de forma saudável na sua integralidade.
Sendo assim, a educação por meio do brincar, estimula a criança, por exemplo, a aprender algo novo, criar hipóteses, usar a imaginação, se relacionar com o outro e com o mundo, e potencializar a sua criatividade. Funções como atenção, memória, linguagem, entre outras, serão aperfeiçoadas. Lembre-se, a aprendizagem tem uma ligação direta com a motricidade (movimentos), por isso incentive as brincadeiras que exigem mais movimentos, equilibre o uso da tecnologia e incentive a criança a brincar fora de casa, inclusive participando das brincadeiras, será divertido e você estará fortalecendo seu vínculo afetivo com a criança!
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Gratidão!
Cris Saraguci
Pedagoga com Habilitação em Adminsitração Escolar
Pòs-graduada em Psicopedagogia
Pós-graduanda em Neuropsicopedagogia
Personal & Professional Coach SBCoching
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terça-feira, 4 de junho de 2019
Brainstorming ou Tempestade de ideias - entenda o que é e como fazer!
Hoje se fala muito em criatividade e inovação! Em um mercado cada dia mais competitivo, é muito importante que as empresas e profissionais se reinventem. Para ajudar nesta tarefa de trazer a tona a criatividade do seu grupo e colocar todas as ideias no papel de forma democrática, vou apresentar uma ferramenta excelente, o "brainstorming" ou tempestade de ideias. Você já ouviu falar?
O Brainstorming é um método criado nos Estados Unidos pelo publicitário Alex Osborn, usado para testar e explorar a capacidade criativa das pessoas ou grupos, principalmente nas áreas de relações humanas, dinâmicas de grupo e publicidade e propaganda. Essa técnica é antiga, foi criada em 1942 e é usada até hoje, pois ajuda a enxergar novas soluções para problemas, ter ideias inovadoras, ajuda a definir causas e encontrar soluções e claro, explorar a criatividade. Aqui toda ideia é bem vinda!
Para realizar uma reunião de Brainstorming é imprescindível que um coordenador seja nomeado para gerenciar as quatro etapas da técnica. Essa reunião deverá ter um tema específico a ser tratado e esse coordenador deve ser alguém que entenda do assunto e que foque na explicação detalhada de cada etapa para que fique clara a todos os participantes da reunião. A liberdade de expressão deve ser algo valorizado pelo coordenador, ou seja, ele precisa preparar o ambiente para que nenhuma ideia seja ridicularizada, por mais absurda que possa parecer.
Esse modelo de reunião não pode ser muito longa, uns 50 minutos é suficiente, para que não se torne cansativa. Além disso não é preciso seguir o roteiro sugerido aqui, mas é uma dica que ajuda a garantir o envolvimento dos participantes, no entendimento e nas resoluções dos problemas.
A primeira etapa é: Explicação da Meta/Problema
Nesta etapa é importante o coordenador explicar em detalhes sobre a meta ou o problema que será discutido e ter um momento de reflexão sobre a questão.
A segunda etapa é: Determinação das Causas
Aqui nesta etapa o coordenador pode distribuir post-its para que as pessoas possam colocar suas ideias no papel. Os participantes poderão opinar sobre as possíveis causas do problema em questão. A estratégia dos post-its ajudará aqueles participantes que têm receio de se expressar, pois desta forma ficarão livres de julgamentos.
A terceira etapa é: Organização das Causas
Neste momento será feita a leitura de todas as possíveis causas e os participantes ajudarão a organizar a hierarquização das causas, ou seja, as mais possíveis para as menos possíveis. Aqui é interessante usar o método dos 5 Porquês para aprofundar e encontrar a raiz do possível problema.
A quarta etapa é: Elaborar o Plano de Ação
E para finalizar, após a hierarquização das causas, é hora de começar a opinar sobre as ações que podem reduzir ou eliminar o problema. Mais uma vez é importante o uso dos post-its.
Esta é uma forma simples, porém você pode usar outras ferramentas durante o Brainstorming para enriquecer ainda mais este trabalho.
Agora que você já sabe como conduzir um Brainstorming que tal colocar em prática?
Se você gostou do artigo e ele lhe trouxe mais conhecimento, siga nosso blog e acompanhe os próximos artigos, estou sempre compartilhando ideias e conhecimentos com meus leitores.
Gratidão
Cris Saraguci
Psicopedagoga e Coach
sábado, 1 de junho de 2019
Mapa Conceitual e Mental, poderosas ferramentas para te ajudar nos estudos!
Como é sua rotina de estudos? Vou apresentar pra você duas poderosas ferramentas que utilizo no meu dia-a-dia e que me ajuda muito a buscar rapidamente a informação que preciso, são os mapas mentais e conceituais. Eu trabalho mais com o Mapa Conceitual (imagem acima)! Na internet você encontrará vários programas que podem te ajudar a construir seus mapas conceituais, eu utilizo o CMap Tools. Você pode usar os mapas para fazer anotações em aulas, palestras, resumos de livros, organização de pensamentos e outros materiais.
Veja na imagem que eu consigo criar uma conexão entre as informações para que consiga rapidamente acessá-las, ao invés de ler textos extensos. Você utiliza conceitos centrais e vai criando conexões, entre as conexões você inclui um verbo de ligação. É possível sintetizar muita informação em um pequeno espaço para que seja fácil processá-la e transformá-la em conhecimento. Os mapas também podem ser feitos à mão!
Nos mapas mentais existe um conceito central, ou seja. uma ideia "raiz" e a partir dela se puxam as ideias conectadas, que podemos chamar de "galhos, são palavras ou frases "chave" e assim você vai criando uma árvore do conhecimento, organizando suas ideias. É uma excelente ferramenta de estudo, assim como o mapa conceitual.
O mapa mental ou mapa da mente é um tipo de diagrama que foi sistematizado pelo psicólogo Tony Buzan, voltado para a gestão do conhecimento, de informações e de capital intelectual, ajuda na compreensão e resolução de problemas, na memorização e no aprendizado, além de ser uma excelente ferramente de "brainstorming" (tempestade de ideias). Não sei porque as escolas não ensinam isso desde cedo para os alunos! Não sei você, mas eu só fui conhecer essas ferramentas quando já estava na universidade. Se eu tivesse conhecido antes, certamente minhas rotinas de estudo teriam sido diferentes.
Existem algumas diretrizes para a construção do mapa mental que são as seguintes:
- Iniciar no CENTRO com uma imagem ou "palavra chave", usando pelo menos três cores;
- Use imagens, símbolos, códigos e dimensões em todo o seu mapa mental;
- Selecione as palavras chaves e as escreva;
- Coloque cada palavra/imagem sozinha em sua própria linha;
- Todas as linhas devem estar conectadas ao conceito central, as linhas centrais são mais grossas e vão afinando conforme se afastam do centro;
- Faça as linhas do mesmo comprimento que a palavra ou imagem suportem;
- Para a estimulação visual, codificação ou agrupamento use várias cores;
- Seja original, desenvolva seu próprio estilo de mapa mental;
- É bom usar ênfases e mostrar associações em seu mapa mental;
- Mantenha o mapa mental claro, usando hierarquia radial, ordem numérica ou contornos para agrupar ramos.
Espero ter ajudado você a ser mais eficiente nos seus estudos!
Dúvidas e sugestões estou à disposição!
Gratidão
Cris Saraguci
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Pedagoga com Habilitação em Administração Escolar
Pós-graduada em Psicopedagogia
Pós-graduanda em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional
Personal & Professional Coach SBCoaching
Idealizadora do Blog Conexão do Aprender
Fundadora UP2U Desenvolvimento Humano
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Dica para os pais ajudarem no desenvolvimento psicomotor de seu bebê
O desenvolvimento psicomotor refere-se ao aumento da capacidade do bebê de realizar funções cognitivas e motoras progressivamente mais complexas. Está envolvido nesse processo a capacidade física, intelectual e social da criança. Engana-se quem pensa que vida de bebê é algo simples! Os estímulos que o bebê recebe o tempo todo exige um esforço cognitivo muito grande para que ele se desenvolva.
E a família é o primeiro contato social da criança, é onde ela receberá os primeiros estímulos para o seu desenvolvimento psicomotor. Os pais que têm esse conhecimento farão um trabalho mais eficiente para ajudar a criança nesta fase do desenvolvimento, pois suas ações serão pensadas e planejadas. Quando você compra um brinquedo para estimular ludicamente a criança está contribuindo para o seu desenvolvimento psicomotor, por isso a importância de pensar qual brinquedo comprar. Nesta fase devemos tomar cuidado com a tecnologia, que pode ser prejudicial nesta fase do desenvolvimento, inclusive a televisão. O acesso deve ser programado, por um período curto, pois nesta fase a criança precisa se movimentar e explorar.
Não podemos pensar o desenvolvimento psicomotor apenas por processos biológicos, mas, sim, pelo meio onde a criança está inserida socialmente e culturalmente, além das interações e práticas, que é o ponto mais importante do desenvolvimento humano.
Segundo Arioli (2007):
O desenvolvimento infantil vai ser determinado pela própria vida da criança, ou seja, quanto mais oportunidades a criança tem de desenvolver suas capacidades, maiores serão as chances de se apropriarem da cultura em que estão inseridasOu seja, os primeiros anos de vida da criança são importantíssimos para o seu desenvolvimento e os pais podem contribuir muito criando ambientes ricos em estímulos e favorável para que a criança explore, sinta, perceba e utilize todos os sentidos neste processo de aprendizagem.
No processo de desenvolvimento psicomotor é preciso olhar a criança em sua totalidade, ou seja, intelectual, emocional e racional. A criança está desenvolvendo várias habilidades nesta fase e é importante que esse desenvolvimento seja significativo e prazeroso.
Trouxe para você algumas dicas fáceis e muito divertidas de ajudar o seu bebê. As cores e as texturas chamam bastante a atenção dos bebês, por isso, uma dica, é criar um espaço com uma parede que chamamos de sensório-motora, onde a criança poderá manusear, tocar e sentir as diferentes texturas, os bebês amam manusear este tipo de brinquedo. Segue exemplo abaixo:
Você encontrará vários modelos na internet, mas você pode soltar a criatividade e montar um para o seu pequeno. IMPORTANTE: cuidado com itens pequenos como grãos, botões, que possam se soltar, pois nesta fase eles colocam tudo na boca e é preciso fixar bem e supervisionar enquanto a criança brinca para que não ocorra nenhum acidente.
Outra dica são os livros sensório-motores feitos com tecido, são lindos e os bebês adoram, veja um exemplo:
As músicas também uma excelente forma de interagir com os bebês, eles prestam bastante atenção as mudanças de sons e gestos, por isso algumas músicas chamam mais atenção que outras. Usar instrumentos também é uma excelente estratégia para estimular seu bebê. Por isso os chocalhos fazem tanto sucesso com os pequenos. Ou você pode fazer chocalhos em casa, mais estimulantes e divertidos do que os comprados em lojas. Veja alguns exemplos:
Agora que você já sabe um pouquinho sobre o desenvolvimento do seu bebê, mãos a obra, já comece a planejar um ambiente rico e estimulante para que ele aprenda se divertindo.
Se você gostou do artigo e gostaria de sugerir outros temas, por favor, deixe seu comentário!
Gratidão!
Cris Saraguci
Psicopedagoga
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segunda-feira, 20 de maio de 2019
A televisão e sua responsabilidade na formação das crianças
A contemporaneidade nos trouxe algumas mudanças e influências que impactam no desenvolvimento humano, uma delas é a transferência, pouco a pouco, dos cuidados das crianças das famílias para as escolas. Hoje falamos em "educação integral" ou "desenvolvimento integral" do sujeito. O que isso quer dizer? Que o ser humano precisa se desenvolver na sua integralidade. Segundo o Centro de Referência em Educação Integral:
"a educação integral é uma concepção que compreende que a educação deve garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões - intelectual, física, emocional, social e cultural - e se constituir como projeto coletivo, partilhado por crianças, jovens, famílias, educadores, gestores e comunidades locais".Essa passou a ser uma tarefa essencial no espaço escolar, sendo assim, os filhos acabam passando um tempo menor com a família, a qual deve garantir que o tempo com os filhos seja de maior qualidade. Você acredita que apenas as escolas e as famílias são responsáveis pela educação? Eu te afirmo que não. Hoje a criança sofre influência de todo tipo de mídia.
Uma reflexão que me chamou atenção no livro "Não nascemos prontos" de Mário Sérgio Cortella está na página 47 com o título "A mídia como corpo docente", o autor cita um fenômeno que passa despercebido na correria do dia a dia. Ele enfatiza que uma criança nos centros urbanos, a partir dos dois anos de idade, tem acesso a uma média de três horas diárias de televisão, sem contar as outras mídias (celular, tablet, etc), ou seja, aos 7 anos de idade ela já assistiu mais de cinco mil horas de programação televisiva.
Sério, você se chocou com este número? Porque eu me choquei. Vale uma reflexão muito importante aqui! CINCO MIL HORAS! Essa criança chega no ensino fundamental com cinco mil horas de programação televisiva. Gente, é muita coisa! Você não acha que é uma responsabilidade muito grande para os que produzem programação e publicidade infantil? Pois é! Por isso, nós pais e cuidadores, precisamos estar atentos ao tipo de formação que a criança está recebendo, estamos falando em um impacto formativo, isso mesmo! A mídia televisiva tem o poder de influenciar comportamentos, criar conceitos, estimular o consumismo. E sem contar que não podemos esquecer dos interesses econômicos que existem na jogada!
A criança, em especial, "imita" o que vê na tela. Em minha experiência como professora de educação infantil presenciei de forma corriqueira as crianças reproduzindo o que assistiam na televisão ou nas mídias a qual eram expostas, ou seja, nós educadores temos consciência da importância dos pais fazerem boas escolhas, criarem controle dos acessos às mídias, mas infelizmente nem todos percebem o perigo a que estão expondo os filhos. A criança é como uma esponjinha, ela vai absorvendo tudo a sua volta, cabe a nós pais direcionarmos o que realmente julgamos importante elas terem acesso, todo cuidado é pouco!
Vale uma reflexão: qual o papel social da mídia? Será que eles se dão conta do caráter e responsabilidade "educativa" que carregam? Existem vários estudos sobre o assunto, mas basta observar o comportamento das crianças expostas desregradamente a todo tipo de programação televisiva, o excesso de erotização é assustador (dança da bundinha, da garrafa, da vassoura, e por aí vai), a banalização do sexo, valores familiares sendo denegridos e violência excessiva. Veja a forma como se vestem e dançam! Se tornam mini-adultos.
Vou deixar algumas dicas de algumas coisas que os pais e cuidadores podem fazer a respeito:
- reduzir o tempo de exposição da criança à televisão, celular, ou qualquer outra mídia;
- supervisionar o tipo de programação e o conteúdo apresentado, mesmo em desenhos;
- ajudar o filho a encontrar um hobbie, um esporte, uma brincadeira ou atividades que goste;
- conversar com seu filho sobre estes conteúdos inadequados quando for exposto, para que compreenda o que está vendo e entenda o quanto é prejudicial;
- não colocar TV no quarto das crianças;
- assinar revistinhas, comprar livros infantis e jogos que a criança goste;
- não utilizar a TV ou celular (todo tipo de mídia) como uma forma de manter o filho ocupado;
- não deixar crianças com menos de 2 anos expostas à televisão;
- não criar o hábito de assistir TV enquanto se alimentam;
- seja o exemplo do que você está tentando ensinar.
Quero deixar claro que existem programas educativos muito bons e adequados a cada faixa etária, as mídias fazem parte do nosso dia-a-dia, porém é preciso saber utilizar e selecionar o que realmente agrega na nossa educação e dos nossos filhos. Não pensem que apenas as crianças são influenciadas pela mídia! Todos nós somos! Infelizmente, muitas pessoas não têm conhecimento ou não levam a sério essa influência. Mas ela existe e é fato!
Para ser exemplo do que se quer ensinar comece selecionando o que você ouve, assiste e lê! Escolha o que realmente vai agregar algum tipo de conhecimento ou mesmo diversão, mas seja seletivo. Você só tem a ganhar e sua família também, eu te garanto! Pessoas de sucesso se preocupam muito com isso e aproveitam o seu tempo da melhor forma possível, até porque o tempo perdido não tem como ser recuperado, então use-o com sabedoria!
Gratidão!
Cris Saraguci
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